Papudiskina - Se Lula disse, então está certo! Dilma é o melhor nome para governar o Brasil !!

Lula disse, então está certo
O candidato do PSDB, José Serra, está desesperado ao perceber que seus esforços parecem infrutíferos nessa disputa com o presidente Lula rumo à presidência da república. Eu disse Lula porque a disputa com Dilma Roussef é meramente burocrática. É verdade que ela é a candidata e não o Lula. Mas os votos que ela tem são votos do Lula. A situação está clara. Se Lula diz que Dilma é a pessoa certa, então está resolvido. O presidente gosta de repetir, entusiasticamente, “nunca na história deste país”. Constatação óbvia pelo menos em relação a popularidade. Os mais idosos falam maravilhas de Getúlio Vargas. Eu nem era nascido para conferir. Mas tenho certeza absoluta que nem Getúlio e nem Juscelino Kubistschek tiveram a popularidade desse homem simples de Garanhuns. Chega a ser comovente observarmos o desespero de José Serra. A luta dele não é contra Dilma. Ela é mera coadjuvante. Serra, de novo, está em disputa com Lula. Perdeu em 2002 e resignou-se em 2006, cedendo a vaga para o Geraldo Alckmin. Agora, com o fim do mandato do Lula se aproximando, Serra pensou que essa seria a hora certa. Mera ilusão! A figura de Lula está mais presente do que nunca! Está resolvido. Dilma será a futura presidente do Brasil.

Mas não é só no Brasil que essa constatação tornou-se mais do que evidente. A imprensa internacional já percebeu esse detalhe. O jornal New York Times (EUA), por exemplo, diz que nenhum presidente da América Latina e provavelmente do mundo consegue transferir tantos votos como o atual presidente do Brasil. Mas é na Europa onde encontramos o maior deslumbramento dos jornalistas em relação a Lula. El País, da Espanha, e Le Monde, da França, não se cansam de elogiar o jeito humano e o grande coração do homem que governa o Brasil. Para esses jornais, Lula vê a todos os brasileiros como gente de sua família e se preocupa com cada um. Pode ser exagero, mas a verdade é que o atual presidente do Brasil mudou a forma com que as pessoas encaram o seu presidente.

Eleições em Rondônia
Aqui em Rondônia o resultado das eleições provavelmente vai depender muito do que a Justiça Eleitoral definir em relação àqueles candidatos que estão, pelo menos temporariamente, com suas candidaturas indeferidas e aguardando julgamento de recursos. As pesquisas apontam Expedito Júnior (PSDB) como o favorito absoluto, seguido de perto por Confúcio Moura (PMDB). O curioso é que o PT, com toda a popularidade do Lula, ainda não deslanchou e as chances de Eduardo Valverde de pelo menos chegar ao segundo turno parece depender mesmo de um eventual impedimento legal de Expedito Júnior de prosseguir na disputa. Ainda assim, ele teria uma disputa muito forte com o atual governador João Cahulla, “herdeiro” do legado político de Ivo Cassol. Para o PT chegar ao poder em Rondônia, portanto, seria necessário uma grande reviravolta até o final da campanha. A esperança dos petistas é que se repita o mesmo fenômeno que ocorreu há mais de 06 anos atrás, na primeira eleição do prefeito Roberto Eduardo Sobrinho, que iniciou a campanha com apenas 1% de popularidade e foi um fenômeno de votos. Estaria Eduardo Sobrinho no mesmo caminho? Só o tempo dirá!. O problema é que no interior do Estado o eleitorado parece mais apegado às oligarquias de sempre. Outro fator que não favorece tanto o Valverde é que o eleitorado do Lula em Rondônia não é necessariamente o eleitorado do PT. Mas em razão dessa Lei intitulada de Ficha Limpa, ainda não se tem a real dimensão do impacto que essa nova realidade em termos de legislação terá na consciência do eleitorado. Se as pessoas realmente mudarem seu comportamento, tudo é possível, pelo menos no voto, porque em termos de eficácia da lei é pouco provavel que a Justiça Eleitoral realmente consiga colocá-la em prática para valer nestas eleições. É uma lei que deve funcionar parcialmente daqui a 04 anos e para valer em 2018, prevêem os especialistas.

Senado
Em relação a disputa pelas duas vagas ao Senado da República a constatação generalizada é de que as chances de reeleição para Fátima Cleide e Valdir Raupp são quase nulas. É possível que apenas um deles sobreviva. Nesse contexto, tem-se uma disputa acirrada entre Valdir Raupp e Fátima Cleide. A outra vaga parece estar decidida em favor de Ivo Cassol. Mas as coisas mudam de figura em evetual impedimento do ex-governador em concorrer nestas eleições, vez que, a exemplo de Expedito Júnior, Ivo Cassol também está com sua candidatura, pelo menos temporariamente, impugnada pela justiça eleitoral. Mas há um consenso entre os juristas de que a situação de Cassol é mais cómoda do que a de Expedito Júnior. As chances dele reverter no TSE e ter sua candidatura liberada é muito grande (aliás, acaba de sair a decisão do TSE e Cassol teve sua candidatura confirmada). Poderia Raupp e Fátima ficarem de fora? A resposta é sim, desde que haja uma combinação de fatores. Na hipótese da Justiça cassar definitivamente Melki Donadon e mantiver Cassol, existe a possibilidade desses votos, em sua maior parte, migrarem para Agnaldo Muniz. Se isso ocorrer, as chances de se eleger Cassol e Agnaldo passam a ser reais e aí as coisas poderiam se complicar para os atuais senadores. Agora persistindo o quadro inalterado, com Agnaldo Muniz e Melki reivindicando o segundo voto daqueles que votam em Cassol, as chances de qualquer um deles desbancar ou o Raupp ou a Fátima Cleide são praticamente nulas. Vejo apenas Ivo Cassol com chances de tirar um desses atuais senadores de Rondônia.

Sueli Aragão, Fátima Gaviolli e Glaucione
Três mulheres de Cacoal entraram na disputa por uma vaga a Assembleia Legislativa de Rondônia, um reduto muito cruel para com as mulheres. Nas eleições passadas, o nosso Estado elegeu apenas uma mulher. Se a história se repetir nestas eleições, de quem será a vaga? Hoje eu vejo a candidatura de Glaucione como a mais sólida em Cacoal, mas Fátima Gaviolli vem crescendo bastante e resta saber se há tempo para ela superar suas concorrentes em nossa cidade. Mas só os votos de Cacoal talvez não sejam suficientes para eleger uma dessas candidatas. Aí, entra em cena os votos obtidos fora do domicílio eleitoral. Nesse quesito eu penso que Sueli Aragão leva uma ligeira vantagem. Como ex deputada e ex-prefeita por dois mandatos, ela tornou-se conhecida em todo o Estado, além de contar com o suporte de alguns ex-prefeitos que foram seus colegas na Associação Rondoniense de Municípios (AROM).

Eu e o PSB
Semana passada fiz aqui alguns comentários a respeito da necessidade do PSB em Rondônia se preocupar mais em reestruturar o partido em nossa cidade e algumas pessoas me perguntaram esta semana se eu, mesmo sendo socialista, estaria falando mal do partido. Claro que não! Eu sou socialista de coração e só deixaria essa agremiação política se algum dia me convencer de que as suas lideranças não estão fazendo valer os fundamentos do verdadeiro socialismo. É claro que eu entendo a necessidade de se preservar a imagem do partido. Mas querem o que, amigos? Sou filiado ao partido em Cacoal há uma década e tenho visto os companheiros cobrando o mínimo de condições para promover a nossa agremiação política e os nossos líderes no Estado simplesmente ignoram o potencial de nosso município. Eu sei que nós, filiados locais, também não temos feito muito pelo partido ultimamente, mas isto é reflexo de um desânimo provocado pela sensação de que os nossos líderes estaduais simplesmente ignoram um dos maiores colégios eleitorais do Estado, como é o caso de Cacoal. São essas as razões que me levaram a dizer em público que os companheiros do PSB em nossa cidade estão insatisfeitos com o atendimento que recebem por parte do PSB estadual. Eu sonho com o nosso partido elegendo vereadores, deputados e até prefeitos em nosso Estado e, no que depender de minhas forças, vou lutar por isso. Só que para esse dia chegar, é preciso uma mudança de atitude e temos de começar agora a reconstruir um novo PSB para Cacoal e Rondônia.


Autor: Daniel Oliveira da Paixão

Fanáticos colecionam antenas parabólicas e caçam jogos ao redor do mundo

Juho Mäkelä é o artilheiro do campeonato finlandês. Ninguém o conhece no Brasil. Ou quase ninguém. Em Uberlândia, Minas Gerais, sabe-se muito bem quem ele é. "É o goleador, mas o craque da liga é o veterano Jari Litmanen. Vejo jogos da Finlândia sempre e arquivo as fichas dos confrontos. Dou notas e tudo mais."

O insano da frase acima é o aposentado Fabrisio Cardoso, 39 anos. É integrante de comunidade que procura futebol ao redor do mundo por meio de antenas parabólicas. Ele tem 13 no telhado de casa. "Virei colecionador. Tenho 28 mil partidas em DVD."

Fabrisio é membro de lista de discussão na internet chamada Brasilsat. O grupo tem mais duas mil pessoas cadastradas partilhando diariamente informações sobre eventos esportivos que estarão disponíveis em diferentes satélites.

"Pode-se ver muita coisa boa que não tem por aqui. A TV Pública passa todos os jogos do campeonato argentino e o sinal é aberto. Dá para captar muita coisa diferente. Outro dia estava vendo futebol da Hungria", afirma Sérgio Bruno Trivelato, radialista radicado em Pederneiras, interior de São Paulo. Desde 2004 ele compra antenas para colocar em casa. Já perdeu até as contas. "São oito ou dez. Vamos deixar por oito, vai... Não lembro"

Enquanto falava com o DIÁRIO pelo telefone, Trivelato vivia a expectativa de assistir ao palpitante choque entre Tauro (Panamá) e Marathon (Honduras), pela Copa dos Campeões da Concacaf.

Hoje muitos sinais são restritos. Há alguns anos, era bem mais fácil pegar partidas transmitidas por satélites de emissoras ao redor do mundo.

"Para quem patrocina o evento, é interessante que o sinal esteja disponível a todos. É mais divulgação. É quando entra a questão dos direitos de transmissão que a coisa complica", lembra o pioneiro Flavio Gomes, de 63 anos. Há dez anos o advogado caça imagens de esportes desde sua casa, em Porto Alegre.

Cardápio
Ele garante que ainda há muito por ver para quem ama futebol. Mas é preciso gostar bastante mesmo. "Por um canal do Kuwait você pode ver o campeonato escocês, que não passa aqui. Tem os torneios regionais da Espanha, da Terceira Divisão. Há coisas interessantes", completa.

Os loucos por parabólicas recusam a acusação de que fazem pirataria. Até porque isso não acontece mesmo. Eles procuram apenas pelos feeds (termo para os sinais enviados pelos satélites) abertos. Não os codificados. Eles não são piratas. Só malucos mesmo.

Em busca das partidas de Vanuatu, Fiji...
Os fanáticos das antenas parabólicas se defendem. Não é questão apenas de assistir aos jogos. Há a experiência cultural de ver o campeonato nacional de Andorra, por exemplo.

"Se quisesse nível técnico, preferiria o Real Madrid. A parte do comportamento da torcida, da transmissão, me interessa bastante" , explica Sérgio Bruno Trivelato, que possui uma "sala de guerra " em casa. As imagens das parabólicas se destinam a quatro aparelhos de TV concentrados no mesmo ambiente. "Também tem o monitor do computador, que pode servir como televisão", completa.

Quem diria, o esporte serve, em alguns casos, até para aumentar o conhecimento dos aficcionados. "Tenho boa visão geográfica por causa do futebol. Já presenciei coisas difíceis de imaginar. Como partida disputada na África debaixo de neve" , lembra Fabrisio Cardoso. "Um jogo de futebol na Nicarágua vale não só pelo que acontece em campo. É conjugação de coisas", concorda Flavio Gomes.

Outro aspecto comum aos fanáticos é gravar para assistir depois. Para eles, é um pecado o dia ter apenas 24 horas. Não dá tempo de ver tudo. "Eu gravo, mas sou desorganizado. E muitas vezes não dá para acompanhar os 90 minutos", explica Trivelato.

Mas há os que façam questão de seguir tudo detalhadamente. "Tem duas coisas que não faço. Se pegar partida já iniciada, não vejo. Mas se começar a assistir, vou até o final. Não deixo pela metade de forma alguma", jura Cardoso. Na condição de colecionador, ele está em busca das raridades. "Tem times de Fiji, Vanuatu... Aquelas ilhas da Oceania. Esses jogos são muito raros".

Oceania? Aí já é demais!

Para começar a caçar jogos via satélite

Quem já tem experiência garante que os interessados no assunto podem entrar para o "movimento das antenas" com investimento de R$ 500. Seria o bastante para comprar equipamento que sintoniza a banda KU (R$ 200) e receptor digital em DVD-S (entre R$ 250 e R$ 300). É necessário também contratar um técnico para fazer a instalação e direcionar a parabólica para os satélites.

As grandes, só por encomenda
Quem quiser começar em esquema mais elaborado, pode encomendar a confecção de antena de três ou quatro metros. Alternativa mais barata é ficar atento a leilões de empresas que querem se livrar de equipamentos que não são mais usados. Mas ainda úteis para uso doméstico. "Foi assim que comprei uma das minhas parabólicas", confirma Sérgio Bruno Trivelato.

O que assistir

No futebol da América do Sul
Não é preciso de antena muito potente para acompanhar todas as partidas do campeonato argentino. As imagens são liberadas pela TV Pública, comandada pela presidente Cristina Kirchner. Por meio de canais como Gol TV e outros locais, é possível ver ao vivo a liga chilena. Os torneios paraguaio, boliviano e venezuelano, para os menos exigentes, também estão liberados.

Nos campeonatos europeus
Jogos dos países mais badalados, como Inglaterra, Itália, Espanha e Alemanha, são mais difíceis por causa dos direitos de transmissão. Mas dependendo da antena, é possível pegar alguma coisa, especialmente em canais da América Central, do Norte e do Oriente Médio. Esta última é uma boa alternativa para assistir ao campeonato escocês, que não é transmitido no Brasil. Também dá para achar equipes húngaras, tchecas, sérvias, búlgaras... O satélite é o limite para o seu fanatismo!

Ligas da América Central
Vários confrontos dos campeonatos do Panamá, Costa Rica e Trinidad & Tobago. E ainda tem a Copa dos Campeões da Concacaf com imagens liberadas.

Oriente Médio e África
Arábia Saudita, Kuwait e várias ligas africanas estão à disposição.

Debate UOL entre os candidatos ao Governo de São Paulo

  ©Fale Conosco cebraic@gmail.com

TOPO